Voas como areia com o vento
corres como um rio
cais como folhas no Outono.
Não tens nada
e nada és.
Dizes amar, mas não sabes o que dizes,
não sabes o que é amar.
Pensas possuir,
mas nada tens.
Mas...
...se me falares,
terás Primavera.
Se me tocares terás ouro.
Se me olhares nos olhos
verás alguém reflectido.
Se me amares,
serei tua.
Dá-me então, a tua mão.
(13 de Março de 1996)
quarta-feira, março 15, 2006
(Do Baú II) 5 de Setembro de 1995
Por amar e não ser amada
parte de mim morreu
e após algum tempo
ficou esquecida.
Por traição de quem amava
parte de mim morreu
e depois
foi esquecida.
Por ter saudades de quem amo
eu choro, sofro, grito,
desespero, mas não morro
nem me esqueço.
O amor mata.
A traição também.
Mas a saudade, essa...
...faz muito pior!
parte de mim morreu
e após algum tempo
ficou esquecida.
Por traição de quem amava
parte de mim morreu
e depois
foi esquecida.
Por ter saudades de quem amo
eu choro, sofro, grito,
desespero, mas não morro
nem me esqueço.
O amor mata.
A traição também.
Mas a saudade, essa...
...faz muito pior!
(Do Baú) Lisboa
Cidade, que me despertaste para a vida,
que de amores e saudades me mataste,
deixa-me refugiar,
das minhas mágoas,
no teu brilhante luar
reflectido no Tejo.
Deixa-me enroscar neste teu confuso ninho de ruas
e sossega-me, acalma-me, ama-me.
Dos teus pontos mais altos
deixa-me gritar,
e no teu chão de asfalto
deixa-me deitar.
Cidade, que me deixaste perder para a vida,
e que de saudades me deixaste morrer...
(1995)
que de amores e saudades me mataste,
deixa-me refugiar,
das minhas mágoas,
no teu brilhante luar
reflectido no Tejo.
Deixa-me enroscar neste teu confuso ninho de ruas
e sossega-me, acalma-me, ama-me.
Dos teus pontos mais altos
deixa-me gritar,
e no teu chão de asfalto
deixa-me deitar.
Cidade, que me deixaste perder para a vida,
e que de saudades me deixaste morrer...
(1995)
terça-feira, março 14, 2006
Stateless
I've got no home in this world
Just gravity
Luck and time
I've got no hope in this world
Just you
And you are not mine
Stateless
Faithless
Stateless
There are no colors in your eyes
There's no sunshine in your skies
There's no race, only the prize
There is no tomorrow, only tonight
Stateless
It's the difference
You can cover the world with your thumb
Still so big, so bright, so beautiful
Just gravity
Luck and time
I've got no hope in this world
Just you
And you are not mine
Stateless
Faithless
Stateless
There are no colors in your eyes
There's no sunshine in your skies
There's no race, only the prize
There is no tomorrow, only tonight
Stateless
It's the difference
You can cover the world with your thumb
Still so big, so bright, so beautiful
Never Let Me Go
You take a stranger by the hand,
A man who doesn't understand
His wildest dreams.
You walk across the dirty sand
And offer him an ocean
Of what he's never seen.
Maybe I was blind
Or I, I might have closed my eyes...
Maybe I was dumb
But what I forgot to say
If you didn't know
Is never
Let
Me go...
You run from love and don't believe,
Unless it catches you by the heel
That even then, you struggle.
From red I learned to cross the strand,
Your footprints still there in the sand
Everything else, washed away...
I may not be alone
Oh I, I may have found my home...
I may have lost my way
But what I forgot to say
If you didn't know
Is never let me go
A man who doesn't understand
His wildest dreams.
You walk across the dirty sand
And offer him an ocean
Of what he's never seen.
Maybe I was blind
Or I, I might have closed my eyes...
Maybe I was dumb
But what I forgot to say
If you didn't know
Is never
Let
Me go...
You run from love and don't believe,
Unless it catches you by the heel
That even then, you struggle.
From red I learned to cross the strand,
Your footprints still there in the sand
Everything else, washed away...
I may not be alone
Oh I, I may have found my home...
I may have lost my way
But what I forgot to say
If you didn't know
Is never let me go
Onde estás?
Onde andas tu, que preenches os meus sonhos todas as noites...
Por quem eu espero mas não procuro...
Por quem já confundi alguns outros...
Onde estás? Podes vir...
Estou a ficar impaciente...
Por quem eu espero mas não procuro...
Por quem já confundi alguns outros...
Onde estás? Podes vir...
Estou a ficar impaciente...
De volta aos "porquês"
Confesso que estou um pouco sem criatividade para escrever, principalmente sobre factos ou opiniões minhas.
Ontem reflecti sobre isso e a conclusão a que cheguei é que estou a passar pela fase dos "porquês".
O pior é que eu sempre ouvi dizer que esta fase acontece por volta dos 7 anos de idade.
Ora não sei se passei por essa fase aos meus 7 anos ou não (tenho de confirmar com os meus pais), mas o que é facto é que 20 anos depois voltei aos porquês. Mas desta vez não é bem o porquê das coisas...é mais o "será que".
Fui assaltada por uma onda de relatividade que me complica as ideias.
De repente, não há absoluto.Não há certezas nem convicções.Eu não tenho a certeza de nada.
Dou por mim a questionar e a relativizar tudo, do mais complexo ao mais insignificante. Será mesmo tudo o que parece?
E eu detesto falar sobre o que não sei, prefiro ficar calada.
Então acabo por falar mais de emoções/sensações. Se físicas, ainda melhor, porque são mais fáceis de abordar.
Dou por mim a começar a maioria das minhas frases com "eu sinto" ou "eu penso", muito mais que "eu sei".
E isso incomoda-me. Faz-me sentir que nada sei.
Cheguei também à conclusão que esta minha incerteza de tudo se deve principalmente ao conhecimento e experiência de vida (por mais pequenos que sejam) que fui adquirindo ao longo da minha vida.
Coisas que me ensinaram, coisas que vi, coisas que senti, coisas que aprendi sozinha.
Quanto mais se sabe mais complicado fica gerir toda essa informação.
De repente, parece até que tenho uma ausência brutal de modéstia, afirmando que sei mais que os outros. Mas não foi isso que eu disse.
Saberei talvez até menos que a maioria das pessoas da minha idade, a diferença é que talvez eles saibam gerir essa informação,e eu estou com dificuldades.
São centenas de peças de Puzzle que não consigo encaixar umas nas outras!!
Ufa!! Espero que seja apenas uma fase...
...porque assim não se acredita em nada, e isso é terrível!
Ontem reflecti sobre isso e a conclusão a que cheguei é que estou a passar pela fase dos "porquês".
O pior é que eu sempre ouvi dizer que esta fase acontece por volta dos 7 anos de idade.
Ora não sei se passei por essa fase aos meus 7 anos ou não (tenho de confirmar com os meus pais), mas o que é facto é que 20 anos depois voltei aos porquês. Mas desta vez não é bem o porquê das coisas...é mais o "será que".
Fui assaltada por uma onda de relatividade que me complica as ideias.
De repente, não há absoluto.Não há certezas nem convicções.Eu não tenho a certeza de nada.
Dou por mim a questionar e a relativizar tudo, do mais complexo ao mais insignificante. Será mesmo tudo o que parece?
E eu detesto falar sobre o que não sei, prefiro ficar calada.
Então acabo por falar mais de emoções/sensações. Se físicas, ainda melhor, porque são mais fáceis de abordar.
Dou por mim a começar a maioria das minhas frases com "eu sinto" ou "eu penso", muito mais que "eu sei".
E isso incomoda-me. Faz-me sentir que nada sei.
Cheguei também à conclusão que esta minha incerteza de tudo se deve principalmente ao conhecimento e experiência de vida (por mais pequenos que sejam) que fui adquirindo ao longo da minha vida.
Coisas que me ensinaram, coisas que vi, coisas que senti, coisas que aprendi sozinha.
Quanto mais se sabe mais complicado fica gerir toda essa informação.
De repente, parece até que tenho uma ausência brutal de modéstia, afirmando que sei mais que os outros. Mas não foi isso que eu disse.
Saberei talvez até menos que a maioria das pessoas da minha idade, a diferença é que talvez eles saibam gerir essa informação,e eu estou com dificuldades.
São centenas de peças de Puzzle que não consigo encaixar umas nas outras!!
Ufa!! Espero que seja apenas uma fase...
...porque assim não se acredita em nada, e isso é terrível!
sexta-feira, março 10, 2006
The Million Dollar Hotel
Porque é que eu gosto deste filme? Por vários motivos:
Por causa do realizador, Wim Wenders, de quem eu admiro muito a obra cinematográfica.
Por causa dos personagens, completamente fora e apaixonantes ao mesmo tempo.
Porque o meu querido Bono Vox meteu a mãozinha na produção!
Porque a Banda Sonora é qualquer coisa de extraordinária(MDH Band e U2).
O argumento é maravilhoso.
E porque me apaixonei por este filme...coisa que está cada vez mais dificil, me apaixonar...
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Deixo aqui o Link para pesquisarem sobre o filme:
http://www.wim-wenders.com/movies/movies_spec/milliondollarhotel/milliondollarhotel.htm
Por causa do realizador, Wim Wenders, de quem eu admiro muito a obra cinematográfica.
Por causa dos personagens, completamente fora e apaixonantes ao mesmo tempo.
Porque o meu querido Bono Vox meteu a mãozinha na produção!
Porque a Banda Sonora é qualquer coisa de extraordinária(MDH Band e U2).
O argumento é maravilhoso.
E porque me apaixonei por este filme...coisa que está cada vez mais dificil, me apaixonar...
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Deixo aqui o Link para pesquisarem sobre o filme:
http://www.wim-wenders.com/movies/movies_spec/milliondollarhotel/milliondollarhotel.htm
quinta-feira, março 09, 2006
Instinto. Espaço. Reserva. Sobrevivênvia. Evolução. Lógica. Tempo. Método. Início. Razões. Percepções. Movimento. Elementos. Questões. Sistemas. Aproximação. Poesia. Fluxo. Concreto. A vida continua. Realização. Certidão. Viajar. Caminhos. Adaptação. Extremos. Expressão. Revolução. Calma. Ultrapassar. Resposta. Complemento. Planeado nas estrelas. Destino. Oceanos calmos. Objectivos. Dádiva. Silêncio...
...por onde vai o meu caminho, é o caminho da minha vida, é o caminho dos meus sonhos.
Sendo o que sinto, sendo o que sinto, que a luz me acompanha.
...por onde vai o meu caminho, é o caminho da minha vida, é o caminho dos meus sonhos.
Sendo o que sinto, sendo o que sinto, que a luz me acompanha.
Não falamos há meses...
Não te vejo há muito tempo.
Deitei fora tudo o que me lembrava de ti.
Apaguei das minhas memórias toda e qualquer forma de comunicar contigo.
Achei que assim me esquecia...
Achei que assim te perdoava.
E me perdoava pelo meu erro de me entregar a ti.
De corpo e Alma.
Mesmo assim, durante tempos foste como um fantasma.
Aparecias para me assombrar, e quando eu menos esperava...
Mas com o passar do tempo, foste ficando mais fraco.
Menos presente.
E embora não te tenha esquecido, já estava mais em Paz.
Até a noite passada.
O fantasma voltou...
e como um prenúncio do que hoje iria acontecer,
sonhei contigo.
Um sonho bom, mas que me fez acordar mais tensa que nunca.
Com dores de cabeça até, tal a tensão.
E tu procuraste-me. E falámos. Hoje. Passado tanto tempo.
No dia a seguir á noite em que sonhei contigo.
Como escapar a isto?
Não te vejo há muito tempo.
Deitei fora tudo o que me lembrava de ti.
Apaguei das minhas memórias toda e qualquer forma de comunicar contigo.
Achei que assim me esquecia...
Achei que assim te perdoava.
E me perdoava pelo meu erro de me entregar a ti.
De corpo e Alma.
Mesmo assim, durante tempos foste como um fantasma.
Aparecias para me assombrar, e quando eu menos esperava...
Mas com o passar do tempo, foste ficando mais fraco.
Menos presente.
E embora não te tenha esquecido, já estava mais em Paz.
Até a noite passada.
O fantasma voltou...
e como um prenúncio do que hoje iria acontecer,
sonhei contigo.
Um sonho bom, mas que me fez acordar mais tensa que nunca.
Com dores de cabeça até, tal a tensão.
E tu procuraste-me. E falámos. Hoje. Passado tanto tempo.
No dia a seguir á noite em que sonhei contigo.
Como escapar a isto?
quarta-feira, março 08, 2006
Por Frustração....
...não consigo pôr esta música no Blog, o meu querido template não me deixa, por isso vou deixar como post!
Espero que gostem.
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p.s.: PARA OUVIR BEM ALTO!!!!!!!!!!
Espero que gostem.
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terça-feira, março 07, 2006
Mariposa
Sem a luz do Sol, sou fechada. Presa.
Faço o meu casulo e de lá não saio enquanto o Sol não me vier visitar.
Sinto o peso da carga de cada nuvem nos ombros.
E isso deixa-me cansada mal acordo.
O cinzento das nuvens difunde-se na minha pele.
A chuva parece ser lágrimas contagiosas.
e de repente...
O Sol vence a guerra contra as nuvens...
Consegue abrir caminho.
Pequenas flores vêm saudá-lo.
Mostram-se no auge da sua beleza.
E chega a Primavera.
Eu largo o meu casulo.
Nascem-me asas...nascem flores no meu cabelo.
Tons de rosa iluminam o meu sorriso.
E cada dia que passa sem a ameaça das nuvens é um dia de sorrisos...
...vou namorar o meu amor, o meu Sol.
Gosto de o abraçar.
E o Mundo inteiro se transforma, se embeleza,
por causa do Sol.
O Rei. O Deus.
E eu mudo com ele.
tranformo-me em Borboleta,
a passear de flor em flor.
O sol vai-se...
Voltam as nuvens...
Volta o frio.
E eu perco as asas,
encolho-me,
e volto para o meu casulo.
Faço o meu casulo e de lá não saio enquanto o Sol não me vier visitar.
Sinto o peso da carga de cada nuvem nos ombros.
E isso deixa-me cansada mal acordo.
O cinzento das nuvens difunde-se na minha pele.
A chuva parece ser lágrimas contagiosas.
e de repente...
O Sol vence a guerra contra as nuvens...
Consegue abrir caminho.
Pequenas flores vêm saudá-lo.
Mostram-se no auge da sua beleza.
E chega a Primavera.
Eu largo o meu casulo.
Nascem-me asas...nascem flores no meu cabelo.
Tons de rosa iluminam o meu sorriso.
E cada dia que passa sem a ameaça das nuvens é um dia de sorrisos...
...vou namorar o meu amor, o meu Sol.
Gosto de o abraçar.
E o Mundo inteiro se transforma, se embeleza,
por causa do Sol.
O Rei. O Deus.
E eu mudo com ele.
tranformo-me em Borboleta,
a passear de flor em flor.
O sol vai-se...
Voltam as nuvens...
Volta o frio.
E eu perco as asas,
encolho-me,
e volto para o meu casulo.
WOW...
Wow. After I jumped, it ocurred to me. Life is perfect. Life is the best, full of magic, beauty, opportunity, and television. And surprises...lot's of surprises, yeah. And then there's the best stuff, of course. Better than anything anyone ever made up, 'cause it's real.
* Tomtom, @ "Million Dollar Hotel", from Wim Wenders.
* Tomtom, @ "Million Dollar Hotel", from Wim Wenders.
segunda-feira, março 06, 2006
16 de Março no Lux
A grande poetisa Ursula Rucker vai estar no Lux no dia 16 de Março.
Espero lá estar.
Espero lá estar.
Surpresas musicais
Se há coisa que adoro nas minhas tardes de downloads musicais, são as surpresas. Acontece-me várias vezes.
Ontem tive uma surpresa musical muito agradável.
Como eu já tinha o album "Demon Days" dos Gorillaz (sim estou viciada!!), resolvi fazer uma pesquisa das minhas, e baixei todas as musicas dos Gorillaz que encontrei.
Algumas já conhecia, a maioria aliás, mas como não as tinha ainda, resolvi fazer um CD com elas. As que não conhecia, ouvia os primeiros 20 segundos, e confiando no meu instinto musical, se à primeira não me agradavam a 100 %, eu não as guardava.
Resultou num CD de 19 músicas. Três das quais eu não conhecia. A última por exemplo, eu não conhecia.
Fui depois passar a tarde a casa de amigos, e voltei para casa a ouvir o meu CD de Gorillaz.
Quase no fim da viagem, que estava a ser bem alegre por sinal, eu esbracejava, cantava, fazia batuques no volante, etc., chega a última música do CD. Chama-se "Ghost Train".
A música começa num ritmo meio meloso, meio fantasmagórico.
Ao fim de 1 minuto de música, de repente, entra num ritmo eletrónico brutal e contagiante, e eu quase enlouqueci dentro do carro!! Passou a ser na minha opinião, sem dúvida, uma das melhores músicas que eu já ouvi deles. E claro, uma excelente surpresa musical!
Para quem gosta de uma boa "electro-clash", e é fã dos Gorillaz como eu, se ainda não conhecem esta música, façam um favor a vós próprios e procurem-na.
Podem encontrá-la ou nos programas de downloads da net habituais ou no album "Rock The House".
Boa música!
Ontem tive uma surpresa musical muito agradável.
Como eu já tinha o album "Demon Days" dos Gorillaz (sim estou viciada!!), resolvi fazer uma pesquisa das minhas, e baixei todas as musicas dos Gorillaz que encontrei.
Algumas já conhecia, a maioria aliás, mas como não as tinha ainda, resolvi fazer um CD com elas. As que não conhecia, ouvia os primeiros 20 segundos, e confiando no meu instinto musical, se à primeira não me agradavam a 100 %, eu não as guardava.
Resultou num CD de 19 músicas. Três das quais eu não conhecia. A última por exemplo, eu não conhecia.
Fui depois passar a tarde a casa de amigos, e voltei para casa a ouvir o meu CD de Gorillaz.
Quase no fim da viagem, que estava a ser bem alegre por sinal, eu esbracejava, cantava, fazia batuques no volante, etc., chega a última música do CD. Chama-se "Ghost Train".
A música começa num ritmo meio meloso, meio fantasmagórico.
Ao fim de 1 minuto de música, de repente, entra num ritmo eletrónico brutal e contagiante, e eu quase enlouqueci dentro do carro!! Passou a ser na minha opinião, sem dúvida, uma das melhores músicas que eu já ouvi deles. E claro, uma excelente surpresa musical!
Para quem gosta de uma boa "electro-clash", e é fã dos Gorillaz como eu, se ainda não conhecem esta música, façam um favor a vós próprios e procurem-na.
Podem encontrá-la ou nos programas de downloads da net habituais ou no album "Rock The House".
Boa música!
"Sem ti as emoções de hoje não passam de pele morta das de outrora"
(escrito num muro numa cena do filme "o Fabuloso Destino de Amélie")
Mexe comigo este filme.
Faz-me fantasiar coisas boas.
Há quem ache que este filme é para "sensiveisecos" de meia-tijela. De mulheres á beira de uma depressão por abandono. De gente mole. De corações fracos.
Como é triste quem pensa assim...
(escrito num muro numa cena do filme "o Fabuloso Destino de Amélie")
Mexe comigo este filme.
Faz-me fantasiar coisas boas.
Há quem ache que este filme é para "sensiveisecos" de meia-tijela. De mulheres á beira de uma depressão por abandono. De gente mole. De corações fracos.
Como é triste quem pensa assim...
quinta-feira, março 02, 2006
Fogo a sair da cabeça de um Macaco
Era uma vez...
No sopé de uma montanha, havia uma vila onde a população conhecida por "Povo Feliz" habitava. A sua existência era um mistério para o resto do Mundo, Mundo este obscuro por enormes nuvens.
Aqui viviam as suas pacíficas vidas, inocentes da litania do excesso e da violência que crescia no resto do Mundo.
Para eles,viver em harmonia com o espírito da montanha chamada Macaco era o suficiente.
Até que um dia o "Povo Estranho" chegou à vila. Vieram camuflados, escondidos atrás de óculos escuros, mas ninguém reparou neles: só viam sombras. É que sem a verdade do olhar, o "Povo Feliz" era cego.
Caindo de aviões, e escondendo-se em buracos, esperando pelo pôr-do-sol, as pessoas a regressar a casa, eles saltavam por trás delas, e davam-lhe um tiro na cabeça, agora todos dançam a dança dos Mortos.
Ao fim de um tempo, o "Povo Estranho" conseguiu desbravar os pontos mais altos da montanha, e foi aí que encontraram grutas de sinceridade e altruísmo inimagináveis. E por acaso deram de caras com o "Lugar Onde Todas As Boas Almas Descansam".
O "Povo Estranho" cobiçava as jóias destas grutas acima de tudo, e em breve começaram a construir minas na montanha, a sua riqueza parecia alimentar o caos do seu Mundo.
Entretanto na vila, o "Povo Feliz" dormia irrequieto, os seus sonhos eram invadidos por figuras sombrias que escavavam até às suas Almas.
Todos os dias eles acordavam e olhavam para a montanha: porque é que ela estava a trazer escuridão para as suas vidas?
E enquanto o "Povo Estranho" minava cada vez mais para o interior da montanha começaram a surgir buracos trazendo com eles um vento frio e amargo que gelava cada alma da montanha Macaco.
Pela 1ª vez o "Povo Feliz" sentiu medo, sabiam que em breve a montanha Macaco se iria remexer do seu sono profundo.
Depois veio um som.
Distante primeiro, e depois aumentando em enorme castrofonia que podia ser ouvida bem longe no Espaço.
Não houve gritos.
Não houve tempo.
A montanha chamada Macaco falou.
Era só fogo.
E depois
nada.
* tradução de "Fire coming out of a Monkey´s head", Gorillaz.
No sopé de uma montanha, havia uma vila onde a população conhecida por "Povo Feliz" habitava. A sua existência era um mistério para o resto do Mundo, Mundo este obscuro por enormes nuvens.
Aqui viviam as suas pacíficas vidas, inocentes da litania do excesso e da violência que crescia no resto do Mundo.
Para eles,viver em harmonia com o espírito da montanha chamada Macaco era o suficiente.
Até que um dia o "Povo Estranho" chegou à vila. Vieram camuflados, escondidos atrás de óculos escuros, mas ninguém reparou neles: só viam sombras. É que sem a verdade do olhar, o "Povo Feliz" era cego.
Caindo de aviões, e escondendo-se em buracos, esperando pelo pôr-do-sol, as pessoas a regressar a casa, eles saltavam por trás delas, e davam-lhe um tiro na cabeça, agora todos dançam a dança dos Mortos.
Ao fim de um tempo, o "Povo Estranho" conseguiu desbravar os pontos mais altos da montanha, e foi aí que encontraram grutas de sinceridade e altruísmo inimagináveis. E por acaso deram de caras com o "Lugar Onde Todas As Boas Almas Descansam".
O "Povo Estranho" cobiçava as jóias destas grutas acima de tudo, e em breve começaram a construir minas na montanha, a sua riqueza parecia alimentar o caos do seu Mundo.
Entretanto na vila, o "Povo Feliz" dormia irrequieto, os seus sonhos eram invadidos por figuras sombrias que escavavam até às suas Almas.
Todos os dias eles acordavam e olhavam para a montanha: porque é que ela estava a trazer escuridão para as suas vidas?
E enquanto o "Povo Estranho" minava cada vez mais para o interior da montanha começaram a surgir buracos trazendo com eles um vento frio e amargo que gelava cada alma da montanha Macaco.
Pela 1ª vez o "Povo Feliz" sentiu medo, sabiam que em breve a montanha Macaco se iria remexer do seu sono profundo.
Depois veio um som.
Distante primeiro, e depois aumentando em enorme castrofonia que podia ser ouvida bem longe no Espaço.
Não houve gritos.
Não houve tempo.
A montanha chamada Macaco falou.
Era só fogo.
E depois
nada.
* tradução de "Fire coming out of a Monkey´s head", Gorillaz.
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